Sova constante
Só
Na noite,
No frio
Deste quarto vazio.
Em cada segundo o açoite
Da nostalgia;
De repente agiganta-se,
Forma-se Adamastor
E eu encolho-me,
Enrolo-me
E fecho os braços,
O mais forte que alcanço,
Num abraço
De desespero...
E não alcanço o que quero...
Como tantas outras vezes!!
Vila Franca do Campo, 98/04/02

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