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2005-02-14

O meu coração é uma ilha

No meu peito, tumultuoso mar
Ondula;
Espraia-se-me violento, no olhar!
Cada onda,
Convertida em ternura, parte-se
Caindo pelo mar
P’ ra, de novo, ali, furiosa, ondular!

Cada onda
Que não me sobe ao marinho olhar
Rebenta com furor
Nesta ilha onde “Amor”
Largou sementes de paixão:

Ali, acostado,
Há um barco pequenino
Baptizado de “H”
É a flor da minha ilha
Que outro não há
- Nem quero por cá.


Não há, contudo,
Como fazer navegar
Neste tão revolto mar,
Neste oceano profundo,
Um tão frágil barquinho
Sem ajuda p’ ra vogar.


E ali está ele,
Nesta ilha abandonado,
Sem lograr alcançar
A margem do outro lado,
Onde há um continente,
Onde seria contente
Por noutro cais acostar!

Bar Pub “Cais da Vila” - Vila Franca do Campo, 98/03/16