Quedas
Caem as folhas de efémeras cores,
Da alma dorida na luz dos amores;
Caem as gotas de sangue, de fel,
Do peito ferido em sonhos de mel!
Caem as sombras, em bandos de açores,
Ferindo o olhar de húmidas dores;
Caem os sonhos, nos flocos de fel,
De um labirinto de cores de mel!
Caem palácios, de quadros sonhados,
Das mãos de um pintor - num peito criados!
Caem... caindo em si... caindo em dor...
Caindo no acre e frio sensabor
A quimera de ver insano amor
Voar - no doce utópico dos prados!!

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