Ao acaso...
P’ las ruas - calcorreei uma a uma
Do jardim ao cais...
Dali p’ ra lado nenhum
Pesado...
Arrastando cada passo...
Sobre mim a pesada mão
Da nostalgia!
Solitário
Ao acaso, vagueei,
Segui
Olhos postos no chão,
No mar
Divagante à beira mar
Sem ter ninguém
Sem ter ninguém p’ ra visitar,
Sem ter ninguém p’ ra conversar...
Sem ter ninguém...
Ninguém!...
Como diz de longe o mar
E pelas ruas, ao acaso, divaguei
E de longe - longe...
A voz do mar chamava
Repercutindo
A voz chagada
Do macerado coração
Que retorcido no peito
Vão chorando ilusão...
Ilusão, paixão: Solidão!!
Vila Franca do Campo, 98/03/21 (01h50m)

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