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2005-04-27

Triste história

À minha Lili





Doce, clemente e carinhosa,
Lançando em mim a ternura
Que sempre emanavam teus olhos
- O olhar teu no peito me perdura!

Beijos que no corpo me ficaram
E na mente me vivem floridos
Vivem sedentos, sentidos
Neste lar meu da saudade!

Corridas loucas na memória,
Carícias, afagos – delícias!
Mas formada foi nossa história
Num triste mar de sevícias!

Momentos ledos, ledas horas,
Que minutos formavam os dias;
E se tédio fossem as horas
Alegre era que assim me fazias!

Oh e quanto, quanto eu senti
Cada um dos tempos separados:
Seguiam os dias arrastados,
Mas nunca como agora... Lili!

Vila Franca do Campo, 97/Set.