Meus olhos, teu peito, o mar e as fragas
O mar embate nas fragas,
Delas se parte em gemidos:
Ecoa em minh’ alma o som
Que sai das águas floridas!
Chorosas as águas do mar,
Por entre si mesmas escondidas...
Não deixam porém de sonhar
Que irão ser bem sucedidas!
E vão de novo às fragas,
Crendo ser bem recebidas
Mas uma vez mais, aos brados,
Se escondem em si fendidas!
Assim meus olhos – o mar,
Assim teu peito – as fragas:
Assim meus olhos floridos,
Assim minh’ alma fendida,
Assim como fragas teus olhos!
Vila Franca do Campo, 97/Dez.

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